sexta-feira, 10 de outubro de 2008

a volta dos que quase foram...

Mil perdôes aos gatos-pingados que ainda se aventuram por este humilde espaço.

Vou colocar mais um poema para vocês ok? Para representar o recomeço da minhas atividades por aqui, coloco o meu primeiro poema, feito lá pelos idos de 1997.

Abraços.



CHAMA DO AMOR

Só a chama do amor
Pode acalmar
Os corações entristecidos
Pela dor profunda que é a solidão.

Vinícius Motta da Costa
(direitos reservados)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

o momento mágico da poesia

INSPIRAÇÃO

Explode no fio das letras
o âmago das sílabas...
faz-se a inspiração
em constelações de palavras.

Em frases despedaçadas
renascem versos
onde o viço das estrofes
desnuda-se em poesia.

E assim faz-se também a vida.

Vinícius Motta da Costa

terça-feira, 20 de maio de 2008

mais um pouco de romantismo

ATENTO AO CONTENTAMENTO

Eis que atento estou ao posto
De ter-me vencido por um olhar
Que docemente se faz
Certo na minha precisão,
Incerto nas pétalas esquecidas
Na distância do campo.

Assim, preso ao silêncio mais marcante
Que palavras e palavras evaporadas
No processo do vento,
Eu posso revelar a essência
Do que sincera pelas veias
Para se destinar no âmbito
Que arde em alma.

E, neste momento em muita vez
Ditoso como a prova veloz da eternidade
Dos emotivos acontecimentos,
O amor furta à pele
A forma completa da normalidade
Para colocá-la em exposição
Numa ocasião sem lógica tanta
Onde vive a razão que define o que sou:
Além de apaixonado, amante
Dos laços em muralha...
Dos sentidos em vertigem
Na pulsação do contentamento.
Eis a rendição caminhando passional
A me contentar derradeiramente.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

um novo instante

Agora quero mostrar uma face mais crítica da minha face poética.

CORPO


O corpo ouve...

Não escuta.

Olha...

Não vê.

Anda...

Não caminha.

Cheira...

Não inala.

Tateia...

Não apalpa.

Come...

Não degusta.


Bem sucedido na vida capitalista...

Mas vive?




quarta-feira, 30 de abril de 2008

meu poema no e-book Poemas a flor da pele

Este poema foi a minha contribuição para o volume digital de comemoração do segundo aniversário da comunidade "orkutiana" Poema a flor da pele, organizado pela poeta Soninha Porto. Ele já foi publicado aqui neste humilde espaço de vivência poe´tica, mas estou tãoo feliz por ver que um poema meu está reunido com composições de poemas mais estabelecidos que vou publicá-lo outra vez.

INVERDADES QUE ARROGUEI

Eu lutei.
E como lutei bravamente
Contra intrusos e todos!
Indo contra minhas coisas, lutei
Para não ter nada.
E fui lutando pela vida
Por uma razão ardida
Que deixa meus olhos
Vencidos, num estado fúnebre de cinza.

Bem, de tudo que versei,
Deixei de lado as coisas que chorei.
O sofrimento que sofria copiosamente.
Fiz ilha para ser meu mundo
Nas incontáveis vezes que lacrimejei a cara
Sem motivo para postura tão combalida.
Sem sossego numa sina cismada e furtiva
Que deixa os ombros
Pesados, por carregar tanta agonia.

Digo (escrevo) mais:
Me prendi a falsas verdades.
Inverdades que arroguei.
Minhas horas tristonhas passam velozmente
Nos caminhos que acreditei.
Eles não eram a correta trilha
Para seguir com o peso de uma mochila.
O peso que faz meu corpo
Vagar atrás do passado que agora recrimina.

Mais um pouco da minha poesia

Sem muita enrolação, deixo mais duas poesias minhas feitas em concursos de poemetos no orkut:

Tema: Impaciência

Quis lavar a impaciência
Para limpar a distonia
Do dia...
Passar a impaciência
Para ajeitar sentimentos
E versos...
Comer a impaciência
Para saciar a fome
E a falta de jeito...
Que jeito
Sempre lutar com o âmago,
Mas poeticamente andar
No vício do contrário.

Tema: Mar

Gosto das ondas
Que douram as meninas
E as areias
De Copacabana.

Gosto das ondas
Por retratarem meu desejo:
Ir pr'além,
Chegar perto e bem
Profundo tal qual o infinito
Sobre a tarde
E o mar.

mais um pouco da minha trajetória poética

Pessoas.

Andei sumido, mas cá estou com meus poemas.
O poema que deixarei para vocês hoje foi a primeira composição que escrevi num festival de poememtos ocorrido no final de 2007 na comunidade "orkutiana" Navegantes das Estrelas. O tema era tesão. Seguem abaixo minhas palavras.

verte o tesão
na cavidade do desejo...
apressados os beijos
nos dias de viração...

não importando mais o tempo
nublado
se aqui eterno arde
o febril olhar dos apaixonados...

quinta-feira, 3 de abril de 2008

curso em concursos

Olá

O poema que vou postar a seguir foi a minha primeira composição clsssificada para a etapa final de um concurso. Isso aconteceu em 2001, na cidade de Três Rios, onde passei a maior parte da minha vida. Infelizmente não ganhei prêmio algum naquele dia - apesar de reais chances para tal, modestia parte - mas ficou a sensação de que as minhas aspirações poéticas não eram tão em vão. Um traço de talento existia em mim, o que me motivou a buscar cada vez mais significados relevantes para os fluxos que de repente afloravam da minha cabeça. Meus amigos e companheiros sabem que a poesia é um constante desafio, um não-saber infinito...
O nome do poema é "Inverdades que Arroguei":

Eu lutei.
E como lutei bravamente
Contra intrusos e todos!
Indo contra minhas coisas, lutei
Para não ter nada.
E fui lutando pela vida
Por uma razão ardida
Que deixa meus olhos
Vencidos, num estado fúnebre de cinza.

Bem, de tudo que versei,
Deixei de lado as coisas que chorei.
O sofrimento que sofria copiosamente.
Fiz ilha para ser meu mundo
Nas incontáveis vezes que lacrimejei a cara
Sem motivo para postura tão combalida.
Sem sossego numa sina cismada e furtiva
Que deixa os ombros
Pesados, por carregar tanta agonia.

Digo (escrevo) mais:
Me prendi a falsas verdades.
Inverdades que arroguei.
Minhas horas tristonhas passam velozmente
Nos caminhos que acreditei.
Eles não eram a correta trilha
Para seguir com o peso de uma mochila.
O peso que faz meu corpoVagar atrás do passado que agora

outras pulsações

Os próximos poemas foram feitos no trote em ocasião da minha posse na Academia de Letras NE (comunidade de poesia do orkut).
Aí vai:

No que minhas entranhas revelam
Estranhas manhãs condensam o dia.
E aminha vida
Escorre nos vazios passos que passam
Lá fora afora...

Será que é porque a hora
De me perder em abismos
Que dizem ser alma
Finalmente chegou?

No que meus rasos suspiros raros vertem
Só uma imagem aparece:
Eu no tempo querendo ser vento
Nos farrapos do sentimento
Para tecer-se alguém...
Apenas alguém tendo mais que músculo no peito.


Mais um:

As estrelas no céu
Deixam as vistas belas,
Mas o melhor é bebê-las
No mesmo copo do nosso licor.

Porque a noite que eu sei de cor
É pelo amor que me guia
Entre as luas de furor.

As ondas do mar
Embalam suspiros e pensamentos,
Mas o melhor é tecê-las
No lençol do nosso torpor.

Porque o balanço que adentra pelo que for
Relicário é pelo amor que guia
Os meus sentidos blindados contra dor.

Agora só peço que me chame
Me ame
Além do entendimento...
Após qualquer viver que limite o nosso tempo.


E outro:

O tempo que quiseram transpor
Na cadência do relógio
Tem um ar muito lógico
Para dar conta do acerto de contas.

O tempo que tentaram converter
Dentro da pressa de encurtar distâncias
Pouco alimenta a verdadeira ânsia
De colocar os corpos libertos de outros corpos.

O tempo que os homens buscaram
Dentro de ângulos e arcos de progresso
Não alcança o credo
Que na vida incide:

Aqueles minutos dentro do grão
Em que os olhos guardam
A última página da andança, onde as gotas de sal rasgam
A tese do melhor caminho...

O mistério do tempo é agora. O depois é outro engenho...

terça-feira, 1 de abril de 2008

primeira viagem

Olá pessoas

Esta é a primeira postagem nesse meu cantinho.
A partir de hoje vou colocar aqui alguns dos meus poemas rascunhados pelo cotidiano.
E acreditem: isso não é mais uma peça de 1º de abril não hehehe.

Vou começar publicando uns dos poemas que produzi ontem na Navegantes das Estrelas, uma comunidade orkutiana sobre poesia. O escolhido para este momento parte de uma provocação feita pelo poeta thiers, grande incentivador para a abertura deste humilde espaço de brinde a poesia e a vida.

chega de enrolação. Deixo vocês como poema "Ao passo meu num Funeral"

O gosto da lâmina
Tem a mesma cor
Do dia que fiz como dor,
Como sombrio reflexo
Desse eu
Tão meu farrapo.

Vê-se descer pelas escadas
E baixas madrugadas
Mais um pouco desse eu
Tão meu passo
Revelado nas sombras,
Escondidos nos vidros claros.

A lâmina agora
Guarda a mesma sensação
Da dor
De um abrupto ponto final,
Das cinzas quentes de um funeral
Onde esse eu
Tão meu acabado
Não faz mais nada.

Nem vale enterrar esse retrato!