quinta-feira, 3 de abril de 2008

curso em concursos

Olá

O poema que vou postar a seguir foi a minha primeira composição clsssificada para a etapa final de um concurso. Isso aconteceu em 2001, na cidade de Três Rios, onde passei a maior parte da minha vida. Infelizmente não ganhei prêmio algum naquele dia - apesar de reais chances para tal, modestia parte - mas ficou a sensação de que as minhas aspirações poéticas não eram tão em vão. Um traço de talento existia em mim, o que me motivou a buscar cada vez mais significados relevantes para os fluxos que de repente afloravam da minha cabeça. Meus amigos e companheiros sabem que a poesia é um constante desafio, um não-saber infinito...
O nome do poema é "Inverdades que Arroguei":

Eu lutei.
E como lutei bravamente
Contra intrusos e todos!
Indo contra minhas coisas, lutei
Para não ter nada.
E fui lutando pela vida
Por uma razão ardida
Que deixa meus olhos
Vencidos, num estado fúnebre de cinza.

Bem, de tudo que versei,
Deixei de lado as coisas que chorei.
O sofrimento que sofria copiosamente.
Fiz ilha para ser meu mundo
Nas incontáveis vezes que lacrimejei a cara
Sem motivo para postura tão combalida.
Sem sossego numa sina cismada e furtiva
Que deixa os ombros
Pesados, por carregar tanta agonia.

Digo (escrevo) mais:
Me prendi a falsas verdades.
Inverdades que arroguei.
Minhas horas tristonhas passam velozmente
Nos caminhos que acreditei.
Eles não eram a correta trilha
Para seguir com o peso de uma mochila.
O peso que faz meu corpoVagar atrás do passado que agora

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