ATENTO AO CONTENTAMENTO
Eis que atento estou ao posto
De ter-me vencido por um olhar
Que docemente se faz
Certo na minha precisão,
Incerto nas pétalas esquecidas
Na distância do campo.
Assim, preso ao silêncio mais marcante
Que palavras e palavras evaporadas
No processo do vento,
Eu posso revelar a essência
Do que sincera pelas veias
Para se destinar no âmbito
Que arde em alma.
E, neste momento em muita vez
Ditoso como a prova veloz da eternidade
Dos emotivos acontecimentos,
O amor furta à pele
A forma completa da normalidade
Para colocá-la em exposição
Numa ocasião sem lógica tanta
Onde vive a razão que define o que sou:
Além de apaixonado, amante
Dos laços em muralha...
Dos sentidos em vertigem
Na pulsação do contentamento.
Eis a rendição caminhando passional
A me contentar derradeiramente.
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