ATENTO AO CONTENTAMENTO
Eis que atento estou ao posto
De ter-me vencido por um olhar
Que docemente se faz
Certo na minha precisão,
Incerto nas pétalas esquecidas
Na distância do campo.
Assim, preso ao silêncio mais marcante
Que palavras e palavras evaporadas
No processo do vento,
Eu posso revelar a essência
Do que sincera pelas veias
Para se destinar no âmbito
Que arde em alma.
E, neste momento em muita vez
Ditoso como a prova veloz da eternidade
Dos emotivos acontecimentos,
O amor furta à pele
A forma completa da normalidade
Para colocá-la em exposição
Numa ocasião sem lógica tanta
Onde vive a razão que define o que sou:
Além de apaixonado, amante
Dos laços em muralha...
Dos sentidos em vertigem
Na pulsação do contentamento.
Eis a rendição caminhando passional
A me contentar derradeiramente.
terça-feira, 20 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
um novo instante
Agora quero mostrar uma face mais crítica da minha face poética.
CORPO
O corpo ouve...
Não escuta.
Olha...
Não vê.
Anda...
Não caminha.
Cheira...
Não inala.
Tateia...
Não apalpa.
Come...
Não degusta.
Bem sucedido na vida capitalista...
Mas vive?
Marcadores:
corpo - capitalismo - crítica - poesia
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