Este poema foi a minha contribuição para o volume digital de comemoração do segundo aniversário da comunidade "orkutiana" Poema a flor da pele, organizado pela poeta Soninha Porto. Ele já foi publicado aqui neste humilde espaço de vivência poe´tica, mas estou tãoo feliz por ver que um poema meu está reunido com composições de poemas mais estabelecidos que vou publicá-lo outra vez.
INVERDADES QUE ARROGUEI
Eu lutei.
E como lutei bravamente
Contra intrusos e todos!
Indo contra minhas coisas, lutei
Para não ter nada.
E fui lutando pela vida
Por uma razão ardida
Que deixa meus olhos
Vencidos, num estado fúnebre de cinza.
Bem, de tudo que versei,
Deixei de lado as coisas que chorei.
O sofrimento que sofria copiosamente.
Fiz ilha para ser meu mundo
Nas incontáveis vezes que lacrimejei a cara
Sem motivo para postura tão combalida.
Sem sossego numa sina cismada e furtiva
Que deixa os ombros
Pesados, por carregar tanta agonia.
Digo (escrevo) mais:
Me prendi a falsas verdades.
Inverdades que arroguei.
Minhas horas tristonhas passam velozmente
Nos caminhos que acreditei.
Eles não eram a correta trilha
Para seguir com o peso de uma mochila.
O peso que faz meu corpo
Vagar atrás do passado que agora recrimina.
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